A resposta chegou depois.
Em cerca de quatro dias usando o Futatoki Relógio Educativo App, a filha do autor — cinco anos na época — passou a ler o relógio de ponteiros. Ela já lia relógios digitais, mas na pré-escola andava desanimada por ser quem não conseguia ler o de ponteiros. É um caso só, N=1; não há aqui nenhuma pretensão de generalizar. Ainda assim, para quem fez o app, uma pergunta não ia embora: por que tão rápido?
Durante a construção, o motivo dos dois mostradores parecia resolvido: mostrar AM e PM. Um dia tem oito horas duas vezes — colocar esse fato na frente da criança. Esse foi o ponto de partida, e não mudou.
Mas, imaginando de novo para onde os olhos dela iam, começou a parecer que o par em si fazia um outro tipo de trabalho. Talvez isso já estivesse meio pressentido na época de construir; as palavras é que só vieram depois. O que segue é esse pensamento tardio, posto no papel.