Um guia de 8 passos para pais e filhos — ensinar a criança a ler as horas.
No Futatoki Relógio Educativo App não tem personagem que elogia quando você toca, não tem fase para passar e não tem selinho para colecionar. A tela foi deixada simples de propósito.
Encare como uma pequena jornada para descobrir em que ponto a criança está agora mesmo, sem pressa.
INDEX — os 8 passos
Configuração bolinhas × simples × cores nítidas
Apague os números dos minutos na borda e deixe apenas os números dentro do mostrador — o formato com o mínimo de informação possível. Não lotar de informação logo no começo é a forma mais importante de usar o app.
Nesta fase, não há necessidade alguma de ensinar “que horas são”. Basta que algo redondo, colorido e que se move devagar passe a fazer parte da vida da criança. Assim como leva quase um ano até ela apontar para o relógio da parede, é preciso dar tempo para o relógio “existir” no mundo dela.
Conversa entre pais e filhos
“Olha, agora tá no azulzinho.”
“Azul!”
“Isso, azul.”
Dica: Quem fala primeiro é o adulto. Não precisa corrigir. Acertar ainda não é o objetivo.
Configuração bolinhas × simples (olhando a cor do ponteiro curto)
Os adultos acham que leem os dois ponteiros ao mesmo tempo, mas na verdade primeiro pegam a “hora mais ou menos” pelo ponteiro curto e só depois completam os minutos pelo longo. A ordem de leitura é sempre: curto primeiro.
Com as crianças, a mesma ordem. Fale só da cor para onde o ponteiro curto aponta e do número perto dele. Não mire no “exato”. Mire no “mais ou menos”. Mesmo adulto, na hora de se organizar, quase sempre o “mais ou menos” já basta.
Conversa entre pais e filhos
“Ponteiro curto, tá em qual cor?”
“Roxo!”
“Roxo é… no 3. Então agora é mais ou menos 3 horas.”
Dica: É mais fácil a criança dizer a cor do que seguir os números com o dedo. Quando já responder pela cor, acrescente no diálogo seguinte qual cor é qual hora.
Configuração fatias × detalhado
Depois que a criança se acostuma com o relógio e com as cores no modo “simples”, passe para o modo “fatias”. As bordas entre as horas ficam visíveis em linhas, e o bloco “uma hora” aparece como algo que se enxerga. Para o adulto parece quase igual, mas para a criança é uma mudança enorme: o “marcador” ganha forma.
Chegando aí, entra o modo “detalhado”. Os números de 1 a 60 aparecem na borda, e os minutos se revelam. É a hora de dizer esta frase.
「O ponteiro curto aponta o número mais perto. O ponteiro longo, por ser longo, chega mais longe.」
O papel de cada um, exatamente como o nome diz. Quando a criança entende essa frase, ela costuma arregalar os olhos e solta um “ah, é isso!”. É aí que a leitura das horas começa de verdade.
Conversa entre pais e filhos
“O ponteiro longo tá em qual número?”
“…15!”
“Isso. O curto passou um pouquinho do 6. Então agora é 6 e 15.”
Dica: No começo, os minutos são mais fáceis de 5 em 5. Apontando junto e dizendo 5, 10, 15… em voz alta, em pouco tempo a criança já pega as dezenas.
Configuração girar sozinho ON (em qualquer modo)
Olhando com atenção, o relógio comum até se mexe um pouquinho, mas, para o sentido da criança, ele é quase “parado”. A rotação automática comprime um dia em aproximadamente 24 segundos e faz os ponteiros girarem. O fundo acompanha: amanhecer → dia → entardecer → noite estrelada.
Tem um instante aqui que não pode passar batido. O sol subindo devagar lá no canto de baixo do relógio. Na hora em que o adulto solta um “olha, o sol tá subindo~”, aquilo que não se vê — o tempo passando — finalmente ganha uma forma visível.
Para começar: toque no botão de troca de modo no canto superior esquerdo da tela e depois em “auto”. Pronto — a rotação automática começa. Enquanto está rodando, toque em qualquer parte da tela para parar e cair direto no modo girar livre.
Conversa entre pais e filhos
“O sol, saiu de que lado?”
“Desse!”
“Isso, lá de baixo do céu. …E tá indo para que lado?”
“Pra lá!”
“Isso é o sentido do relógio. Sentido horário, pra direita.”
Uma historinha
“Quando o ponteiro curto passar do 6, a lua aparece.” Com uma pequena previsão guardada assim, o fim da tarde em torno do relógio vira “a continuação da história”.
Dica: Esse modo também mostra que “o relógio nunca anda pra trás”. Mesmo tentando voltar, não volta — igualzinho ao tempo.
Configuração Pressionar e segurar o crachá de AM / PM (pré-visualização)
Ao segurar o crachá de AM ou de PM, a manhã e a tarde trocam de lugar, como num giro.
7 da manhã e 7 da noite. Mesmo número de “7 horas”, mas a luz lá fora, a cor do céu, o que se faz em casa — tudo diferente. O tal “7 horas” não era um só.
Para o adulto, essa ideia de “o mesmo número aparece duas vezes” é tão óbvia que nem se explica. Para a criança, é uma descoberta. A própria cena trocando ao segurar o dedo transmite isso muito melhor do que qualquer explicação.
Conversa entre pais e filhos
“Agora é 7 da noite. Que a gente costuma fazer?”
“Depois do jantar!”
“E a outra 7 horas, qual é?”
“…De manhã?”
“Isso, 7 da manhã. Hora de escovar os dentes.”
Dica: O jeito mais rápido é ligar aos eventos do dia. “7 da manhã é escovar os dentes / 7 da noite é depois do jantar”: assim, fica claro pelo que acontece que AM e PM são coisas diferentes.
Configuração girar × juntar / separar
Ao entrar no modo girar, aparece o botão “juntar / separar”.
Ao tocar em “juntar”, AM e PM se sobrepõem num único mostrador — ganha a cara daquele relógio de ponteiro comum que a gente vê na parede da rua.
Ao tocar em “separar”, manhã e tarde voltam a ser dois mostradores separados.
Alternando algumas vezes entre os dois, dá para ver, enfim, o que o relógio comum sempre fez por baixo dos panos.
「O relógio comum empilha manhã e tarde no mesmo mostrador.」
Só que essa “sobreposição” nunca tinha estado visível para a criança. Uma vez que fica visível, aquele relógio da rua deixa de ser intimidante.
Conversa entre pais e filhos
“Aperta o juntar. O que acontece?”
“Grudou!”
“Isso, é a mesma forma do relógio de casa. E no separar, ele abre, paf, e mostra o miolo.”
Dica: “O relógio analógico é um relógio de 24 horas encurtado” — isso dá para mostrar com a mão, sem teoria. É uma explicação que só o Futatoki Relógio Educativo App consegue fazer.
Configuração fatias × simples
Depois de se acostumar com os minutos no modo “detalhado”, volte para o “simples”. Os números na borda somem e ficam apenas as divisões das horas.
Os relógios de ponteiro comuns de parede quase nunca trazem escritos os números de 1 a 60. Mesmo assim, conseguimos lê-los, porque tiramos os minutos da posição dos ponteiros curto e longo. Este é o último passo para chegar até lá.
「Sem os números dos minutos, ainda dá para ler os minutos pela posição do ponteiro longo.」
As linhas das divisões servem como marcas de 5 em 5 minutos, então, no começo, já basta pegar 15, 30 e 45. Quando a criança consegue ler as horas pelos ponteiros, sem depender dos números, ela já virou alguém que lê o relógio.
Conversa entre pais e filhos
“O ponteiro longo, por onde ele tá?”
“Entre o 3 e o 4!”
“Isso. 3 é 15 minutos, 4 é 20. Então, entre os dois…”
“17 minutos?”
“Por aí. Adulto também vê mais ou menos.”
Dica: Chegando aqui, o relógio da rua também passa a ser legível. A conversa se expande para fora de casa, apontando relógios que se vê por aí.
Configuração girar × sorteio
Apertando o “sorteio”, o app sorteia horas aleatórias de 15 em 15 minutos dentro do “horário em que se está acordado”, das 6 da manhã às 9 da noite. Só os ponteiros do mostrador se mexem; os números das horas ficam escondidos.
O adulto pergunta “que horas são?” e a criança responde. Um quiz simples, nada mais.
Tanto acertar quanto errar funcionam. “Disse pela cor”, “disse mais ou menos”, “disse exatinho” — qualquer um desses já revela em que ponto a criança está hoje.
Conversa entre pais e filhos
“Primeira pergunta. Que horas são?”
“Pouquinho depois do vermelho, com o ponteiro longo no 15… 1 e 15!”
“Isso! …Segunda pergunta. Essa aqui é mais difícil, tá?”
Invertendo os papéis, fica ainda mais gostoso
Deixar o adulto ser quem responde também é uma ótima ideia. Basta errar de propósito: “Hmmm… 4 e 15?”, bem sério. A criança responde, toda prosa: “Não é, não! É 3 e 15!”. Por um bom tempo, o relógio vai ser aliado.
Dica: Mesmo errando, diga sempre em voz alta “quase!”. Antes da próxima pergunta, lembre a resposta bem baixinho, pela cor.
Ler as horas não se aprende em um ou dois dias. Mas, em algum momento dentro desses cinco anos, a criança aprende — é certo. Quando o adulto se apressa, acaba demorando mais. Dá para dizer “hoje não é o dia” e encerrar ali, tranquilamente.
“A gente sai às 7 da manhã”, “escovar os dentes às 8 e meia da noite” — ligando o relógio às marcas da rotina, o senso de tempo vai crescendo devagarzinho dentro da criança.
Adicionado à tela inicialⓘ, o app abre em tela cheia. Se você tem um tablet que não usa mais, deixe-o ligado na tomada, configurado para não apagar, apoiado em pé: relógio de parede pronto. Mais do que “praticar a leitura das horas”, é ter “um relógio em casa” que faz a diferença.
O primeiro passo é só o “azulzinho” do STEP 01 — já basta.
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